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Escola do Jardim Aeroporto começa a implantar coleta seletiva
Escola do Jardim Aeroporto começa a implantar coleta seletiva
Tudo começou em fevereiro deste ano, quando Élvis Rangel da Silva, ex-funcionário da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), assistiu a uma palestra da Prefeitura de Campo Grande apresentando o Programa Municipal de Coleta Seletiva. O técnico em eletricidade, presidente da Associação de Pais e Mestres (APM) de um dos Centros de Educação Infantil (Ceinfs) do bairro Jardim Aeroporto, viu naquela ideia a oportunidade perfeita de atuar em defesa do meio ambiente e, de quebra, gerar renda extra para o Ceinf e para a escola municipal Carlos Vilhalva Cristaldo, onde a esposa, Viviane Penha Cavalheiro, preside a APM.
No Programa Municipal de Coleta Seletiva, consta a previsão de implantação de Locais de Entrega Voluntária (LEVs) nos bairros, especificamente em supermercados, postos de combustíveis, órgãos e entidades públicas do município. A ideia de Élvis é transformar a escola e o Ceinf, ambos localizados no Bairro Jardim Aeroporto, em LEVs. “Pretendemos manter um ‘caixinha’ para alguns gastos extras. O primeiro objetivo é a aquisição de um computador para a sala dos professores da escola”, explica.
Enquanto Élvis elabora um projeto, com o auxílio de uma engenheira ambiental, para regularizar a situação ambiental do LEV, ele começa a incutir o conceito de coleta seletiva e reciclagem junto aos alunos. Com o auxílio da Direção da escola, Élvis organizou uma gincana com os alunos do 6º ao 9º ano para coletar latinhas de alumínio, garrafas PET e embalagens Tetra Pak. “Limitamos o tipo de material a ser recebido porque ainda não possuímos estrutura para estocar”. Mesmo assim, a gincana, que durou 10 dias úteis, conseguiu arrecadar mais de 150 quilos de material reciclável, que rendeu R$ 150 à APM da escola.
A gincana serviu para comprovar a eficiência de trabalhos de conscientização ambiental junto às crianças e surtiu um efeito extremamente satisfatório. Segundo Élvis, alunos de turmas até o 5º ano, que não participaram da gincana, traziam material pelo simples fato de ajudar na coleta.
Como “prêmio”, foram sorteados 40 alunos das 10 salas que participaram da gincana para conhecer as futuras instalações do aterro municipal e o Ecoponto do Jardim Bálsamo, que comprou os materiais arrecadados. “A visita faz parte do trabalho de conscientização junto às crianças; é interessante que elas conheçam todo o processo”, explica Élvis.
Para difundir o conceito pelo bairro, Élvis contará com o auxílio de agentes comunitários de saúde, que levarão a ideia da separação dos materiais nas casas por onde passarem.
Como vai funcionar
A Direção da escola já estabeleceu um local para estocar o material arrecadado. Ali, segundo Élvis, será colocado um alambrado coberto, para isolar o estoque dos locais de convivência dos alunos. A previsão é de que o LEV esteja implantado na escola no dia 15 de novembro e que já esteja funcionando, a pleno vapor, em fevereiro do ano que vem.
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