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depoimento

Ex-policial nega assassinato de Eliza Samúdio

Ex-policial nega assassinato de Eliza Samúdio

Redação

13/11/2010 - 02h55
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Acusado de ser o executor de Eliza Samúdio, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", prestou depoimento na manhã de ontem no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, no quinto dia da audiência com os réus no processo sobre o desaparecimento e possível morte da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes.

Bola negou as acusações e, como álibi, alegou que no dia 10 de junho - data em que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público (MP), Eliza foi morta por asfixia pelo ex-policial - assistia aula do curso de Direito numa faculdade na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

No primeiro depoimento que prestou à polícia, o menor J., primo de Bruno, disse que Bola, após matar Eliza, esquartejou o corpo e jogou partes para cães. O ex-policial afirmou que seus cachorros não foram treinados para atacar e que os animais não "comiam carnes cruas". Bola disse que manteve contato telefônico com Luiz Henrique Romão, o "Macarrão", pois queria que ele ajudasse o filho a se tornar jogador de futebol.

O ex-policial se recusou a responder as perguntas da juíza Marixa Rodrigues, do promotor Gustavo Fantini e dos assistentes da acusação. Aceitou apenas responder aos questionamentos do seu advogado.

No depoimento, o ex-policial civil alegou que foi "torturado psicologicamente" pelo delegado Edson Moreira, que conduziu o inquérito policial. Disse também que mantém uma rixa com o delegado desde o início dos anos 1980, quando era aluno da Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol).

"Ele é meu inimigo. Ele é o anjo mau, o que impõe terror. A toda hora ele me ameaçava, dizendo que queria pelo menos a perna da moça (Eliza), pois era a carreira dele que estava em jogo", disse Bola.

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