Pelo menos seis incidentes foram registrados na Unei Dom Bosco nos últimos 4 meses e meio, desde a transferência dos menores do prédio original, na saída para Três Lagoas, para as instalações da antiga Colônia Penal Agrícola, na saída para Aquidauana. Em 6 de agosto, quatro menores tentaram fugir da unidade, mas tiveram a iniciativa frustrada por policiais que faziam ronda em torno do local.
Os outros episódios aconteceram no fim do mesmo mês — os adolescentes promoveram rebelião em dois dias (26 e 27 de agosto) para protestar contra a localização e a falta de estrutura da unidade provisória — e em 2 de setembro queimaram colchões e destruíram parcialmente o pavilhão, que custou R$ 30 mil para ser recuperado. Outros dois motins foram registrados nos dias 23 e 24 de setembro, após os agentes de medida socioeducativa restringirem atividades aos internos por causa da suspensão do uso das tonfas (cassetetes), determinada pelo Ministério Público.
Interdição
Os adolescentes foram transferidos das instalações da Unei Dom Bosco, situada na região da saída para Três Lagoas, para a antiga Colônia Penal Agrícola, na saída para Aquidauana, em 2 de agosto, após o juiz da Vara de Infância e Juventude de Campo Grande, Danilo Burin, determinar a interdição da unidade e a transferência de todos os internos para outro local, até que as instalações fossem reformadas.
A ordem foi expedida em 20 de julho e na ocasião, o magistrado classificou a unidade como “podridão”, afirmando que as instalações não ofereciam condições mínimas de habitabilidade.
A superintendência de medidas socioeducativas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) decidiu transferir os meninos (62 internos na época) para o prédio da antiga Colônia Penal Agrícola e os presos do regime semiaberto que cumpriam pena na CPA da saída para Aquidauana foram levados para a Colônia da Gameleira. (DA)
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Seis incidentes registrados em quatro meses
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