Três farmácias foram fechadas ontem pela Vigilância Sanitária de Campo Grande: uma no supermercado Maxxi (Avenida Coronel Antonino); outra no Walmart (na Avenida Mato Grosso) e a terceira na Avenida Tamandaré, que leva o mesmo nome da via. As duas primeiras foram fechadas em razão de falta de documentos que autorizem seus funcionamentos e a última por conta de ausência de farmacêutico responsável.
As farmácias nos supermercados recebem o mesmo nome dos estabelecimentos comerciais e não poderiam estar funcionando sem o Alvará de Localização e Funcionamento e consequentemente sem o Alvará da Sanitário. Não havia problemas com os medicamentos ou com a presença dos farmacêuticos. “O fechamento foi feito porque tanto o Maxxi quanto o Walmart são empresas que comercializam alimentos e precisam pedir um outro alvará para funcionar suas farmácias. Esse documento não existia e por isso elas foram fechadas”, disse Antônio Carlos Reis Cardoso, chefe do serviço de fiscalização dos medicamentos da Vigilância Sanitária de Campo Grande.
Outro estabelecimento fechado, a Drogaria Tamandaré, não apresentava um responsável técnico. “No caso dessa drogaria, não havia nenhum farmacêutico no local, ou muito menos no papel”, disse.
Denúncias
Segundo o responsável da Vigilância Sanitária, cerca de 20 farmácias são fiscalizadas diariamente: 60% delas apresentam problemas com a presença de farmacêuticos. A partir de amanhã não serão mais toleradas a ausência de farmacêutico enquanto a farmácia estiver aberta – mesmo durante as madrugadas, se ela for 24 horas, ou em fins de semana e feriados. A data marca o fim do prazo para adequação dos locais ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Conselho Regional de Farmácia em Mato Grosso do Sul mais os Sindicatos dos Proprietários de Farmácias e dos Farmacêuticos.
De acordo com a Vigilância Sanitária, a presença do profissional já vem sendo fiscalizada bem como a assinatura do responsável técnico. “Mas depois do TAC nosso trabalho vai ficar mais fácil porque deve diminuir gradativamente o número de farmácias sem a presença de um profissional durante todo o período de funcionamento”, aponta Antônio Carlos.
Para denunciar farmácias irregulares basta ligar para a Ouvidoria da Vigilância Sanitária: (67) 3314-9955; 0800-611997 ou Delegacia do Consumidor (Decon): 3316-9805 e Procon: 3316-9800.