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Estudantes brasileiros escapam de incêndio em Israel

Estudantes brasileiros escapam de incêndio em Israel

Redação

05/12/2010 - 20h26
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Um grupo de 30 estudantes brasileiros que vivem em Israel viu de perto o maior incêndio da história do país, que já dura cinco dias e matou 40 pessoas. Eles estavam no Colégio Tecnológico Yemin Orde, instituição que recebe estudantes de vários países e foi parcialmente destruída pelo fogo que atingiu o monte Carmel, próximo a Haifa, terceira maior cidade israelense.

“Na quinta, na hora do almoço, conseguíamos ver a fumaça de longe. No começo, achamos que não tinha nenhuma possibilidade de chegar na escola”, conta o paulistano André Waissmann, 17, que estuda na escola há três anos.

Por volta das 17h, ele lembra, os alunos foram reunidos no refeitório e informados de que teriam dez minutos para ir até os dormitórios pegar pertences e deixar a escola. Havia uma ordem de evacuação. “Peguei uma muda de roupa, meu computador e saí. O fogo estava longe ainda, parecia que não tinha possibilidade de chegar, mas o vento mudou a direção e chegou na escola”, diz.

Levados para outra escola mais segura, André conta ter visto, pela TV, a destruição provocada pelo fogo. “O quarto onde eu estava queimou todo. Nossos passaportes, que estavam com a diretora, ficaram inteiros, mas fotos, objetos pessoais e presentes que tínhamos comprados para nossos pais, já que vamos voltar para o Brasil no dia 15, não sobrou nada.”

Todos os cerca de 500 alunos que vivem na escola, que funciona como internato, deixaram o prédio em segurança. Como era o último dia do ano letivo, parte dos estudantes já estava em férias. O fogo consumiu os dormitórios masculino e feminino dos brasileiros que viviam na escola, além de salas e cerca de dez casas de professores que também vivem no local.

Diretora do Projeto Brasil na instituição, a brasileira Isabella Kaufmann ainda não tem ideia da extensão dos prejuízos, já que a área em que fica a escola segue interditada. “Foi assustador. O fogo veio com uma violência incrível. Aviões americanos e de tudo quanto é lugar chegaram aqui para tentar conter [o fogo]”, ela diz.

No país há 15 anos, ela conta que incêndios na região, que abriga uma reserva florestal a 10 quilômetros ao sul de Haifa, são comuns. O governo israelense deteve no sábado dois adolescentes suspeitos de terem causado o incêndio ao deixar uma fogueira acesa em um acampamento.

“Já aconteceram vários incêndios no monte Carmel, normalmente causado por pessoas que fazem fogueira e não apagam completamente. Mas acho que como o clima está muito seco, ajudou a espalhar o fogo desta vez com mais violência”, diz.

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