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Medidas do BC não devem impactar as vendas de Natal

Medidas do BC não devem impactar as vendas de Natal

Redação

04/12/2010 - 22h00
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As medidas anunciadas pelo Banco Central não devem afetar as vendas de Natal previstas pelo comércio. Já as vendas a prazo, feitas a partir de janeiro, devem sofrer forte impacto, afirmou a Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), por meio de nota.

As novas regras não agradaram o setor e a entidade afirma lamentar a retirada de cerca de R$ 61 bilhões da economia, reduzindo, assim, a oferta de crédito para os consumidores. O montante representa 15% do volume de crédito destinado à pessoas físicas.

A entidade refutou os argumentos do governo de que as medidas tendem a evitar o aumento da inadimplência e a diminuir os prazos para financiamentos de veículos e reforçou que tanto o grau de endividamento médio quanto o de inadimplência das famílias vêm se mantendo estáveis, mesmo com o aumento da demanda por crédito.

Crescimento do consumo
Para a instituição, se o aumento da taxa básica de juros (Selic) se concretizar, o ciclo de crescimento do consumo, principalmente de bens duráveis, deve se retrair. “Se o governo quer restringir algum consumo, que seja o dele mesmo”, afirmou na nota o diretor executivo da federação, Antonio Carlos Borges.

Para ele, o governo deve adotar uma política mais restritiva com relação aos próprios gastos. A Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) sugeriu o mesmo. “Seria necessário que o governo desse a contrapartida do lado fiscal, reduzindo seus gastos, que são o grande indutor da manutenção do juros na economia brasileira”, considerou a entidade, por meio de nota.

A associação concorda que as regras devem conter o crédito na economia, retirando recursos do sistema financeiro e reduzindo prazos de financiamento.

“Isso irá prejudicar diretamente o consumidor, pois será mais difícil comprar a prazo. As medidas induzem uma elevação dos juros para o consumidor, sem que o governo tenha de alterar a taxa Selic”, disse.
 

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