O advogado Ricardo Trad, que defende o ex-procurador Carlos Alberto Zeola, afirmou que não deve recorrer da sentença de pronúncia. No entanto, vai conversar com o ex-procurador para avaliar a qualificadora do motivo torpe. “Entendo que não houve motivo torpe. O motivo torpe é quando o motivo é baixo, desprezível. E o que motivou esse crime não é banal. O que motivou foi uma agressão ao pai (do réu)”.
O advogado disse que a tese da defesa continua a de absolvição, baseada na “coação moral irresistível”, que se refere ao fato de a própria vítima ter sido responsável pelo crime. “Quem armou, quem levou Zeola até o crime foi a própria vítima”, argumentou Ricardo. Segundo ele, uma suposta surra de Cláudio no avô, pai do réu, teria motivado Zeola a matá-lo.
A defesa também irá argumentar a semi-imputabilidade e o predomínio da violenta emoção. (NC)
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Defesa não vai recorrer e contesta motivo torpe
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