Um total de 349 agentes de saúde e de epidemiologia terá que comparecer ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) entre os dias 14 e 19 deste mês, para prestar esclarecimentos e justificar a paralisação das atividades em Campo Grande, conforme dois editais de convocação publicados ontem no Diário Oficial do Município.
A convocação dos servidores é a primeira medida tomada pelas comissões conjuntas das secretarias municipais de Administração e Saúde Pública, criadas nesta semana, respectivamente para apurar a infração disciplinar dos servidores em estágio probatório que se ausentaram do serviço desde o dia 4 de janeiro e também proceder à apuração sumária dos motivos que levaram os servidores estáveis a faltarem ao serviço.
Ao todo, foram convocados 90 agentes de saúde que estão em estágio probatório e outros 259 estáveis.
Sindicato
Para os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública, Previdência e Assistência Social (Sintesp), que representa a categoria, a convocação dos servidores pelas comissões são uma tentativa de o poder público municipal esvaziar o movimento grevista, que hoje está com adesão de 70% dos 900 agentes, segundo estimativa do comando de greve. “Ninguém retroagiu. Vamos permanecer (em greve) até as últimas instâncias e divulgar o descaso do prefeito para com os trabalhadores da saúde pública em nível nacional”, afirmou o diretor de mobilização de base do sindicato, Paulo César Ribeiro.
Ele refere-se à elaboração de documento destinado ao Ministério da Saúde, contendo cópias de todos os ofícios de negociação dos agentes de saúde e de epidemiologia com a prefeitura desde o ano passado, juntamente com pedido de investigação sobre o uso de recursos para combate à dengue na Capital. A categoria também planeja encaminhar carta denunciando o caso à presidente da República, Dilma Roussef.
Sindicalistas
Na mesma edição do Diogrande consta ainda abertura de processo administrativo disciplinar por “irregularidades funcionais” contra os diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública, Previdência e Assistência Social (Sintesp), os agentes de saúde Amado Cheikh, Ivar Zanette e o agente de epidemiologia Paulo César Ribeiro. A condução dos processos ficará a cargo de uma comissão de três servidores que terá 90 dias para concluir os trabalhos.
Ainda ontem, três agentes de saúde registraram ocorrência denunciando que sofreram constrangimentos por parte do presidente do sindicato da categoria porque não aderiram ao movimento grevista.
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