Organizações de ajuda humanitária encerram neste final de semana o recebimento de doações para os desabrigados da região serrana do Rio de Janeiro afetados pelas chuvas. A Cruz Vermelha se prepara para começar a segunda fase da campanha que aceitará doações em dinheiro e a Viva Rio cadastra instituições fluminenses que quiserem receber roupas doadas.
A Cruz Vermelha quer investir agora na criação de Centros de Convivência, espaços que oferecerão atendimento psicológico às vítimas e informações sobre saúde. Lá, as famílias atingidas também poderão se cadastrar para receber utensílios de cozinha, cestas básicas e outros materiais como fraldas descartáveis e cadeiras de rodas.
"Nos próximos três, quatro meses, vamos distribuir cestas básicas nos locais diretamente afetados", disse o presidente da filial do Rio de Janeiro, Luiz Alberto Lemos. "Vamos cadastrar as pessoas nesse centro, para paralelamente oferecer um atendimento mais direto, atencioso".
Já a Viva Rio procura instituições para repassar peças de roupas arrecadas que estão sem destino. A coordenadora Cibele Dias informou, em nota, que número de doações foi tão grande que as cidades serranas estão recusando o recebimento porque não têm onde armazenar tantas roupas e sapatos.
O presidente da Cruz Vermelha agradeceu a participação da população "que escolheu a instituição como intermediária", e disse que durante a campanha SOS Região Serrana, que começou no último dia 12, após as chuvas, a organização arrecadou 250 toneladas de alimentos, 800 mil litros de água e uma grande quantidade de roupas.
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Organizações não governamentais encerram recebimento de doação
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