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Batalha por aeroporto de Abdijan paralisa a Costa do Marfim

Batalha por aeroporto de Abdijan paralisa a Costa do Marfim

Redação

03/04/2011 - 14h34
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O governo dos Estados Unidos afirmou neste domingo que o presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo - que não é reconhecido pela comunidade internacional - deve renunciar de maneira imediata. "Gbagbo está levando a Costa do Marfim à anarquia. O caminho à frente é claro. Ele deve se afastar agora para que termine o conflito", disse a secretária de Estado Hillary Clinton em um comunicado.

As forças francesas assumiram o controle do aeroporto de Abdijan, para onde a França enviou 300 soldados para reforçar a operação Licorne, informou neste domingo o Estado-Maior conjunto em Paris. "Licorne, em coordenação com a ONUCI (Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim), assumiu o controle do aeroporto Félix Houphouet-Boigny", declarou o coronel Thierry Burkhard, porta-voz do Estado Maior. O militar disse ainda que duas companhias adicionais, 300 homens, foram enviados à cidade para reforçar os 1.100 oficiaias da operação Licorne.

Nos últimos dias os efetivos da operação foram ampliados com a chegada do conflito armado a Abdijan. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, conversou com Alassane Ouattara - presidente da Costa do Marfim reconhecido pela comunidade internacional - e pediu a adoção de medidas contra os envolvidos no massacre de 800 pessoas nos últimos dias. Ouattara negou durante a conversa telefônica, que aconteceu na noite de sábado, que seus simpatizantes tenham participado nos atos de violência na cidade de Duekoue, oeste do país, segundo o porta-voz de Ban, Martin Nesirky. Mas o presidente afirmou que ordenou uma investigação.

"O secretário-geral expressou a particular preocupação e alarme sobre informações de que forças leais a Ouattara teriam matado muitos civis na cidade de Duekoue". "O secretário-geral disse que os responsáveis devem ser julgados", completou Nesirky. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a ONU informaram que 800 pessoas morreram em uma ação das forças pró-Ouattara nesta cidade na terça-feira que tinha como objetivo expulsar os partidários do presidente Laurent Gbagbo.

Duekoue, importante localidade do oeste marfinense, está sob poder dos combatentes de Ouattara, depois de confrontos violentos com os soldados e milicianos leais a Gbagbo.

A batalha pelo poder prosseguia neste domingo em Abidjan, onde o governo de Ouattara prolongou o toque de recolher até segunda-feira. Organismos internacionais acusam os dois lados de terem cometido massacres. Ouattara foi reconhecido como o vencedor da eleição presidencial de novembro, mas Gbagbo se nega a abandonar a presidência. Isolado diplomaticamente e asfixiado economicamente, mais frágil do que nunca no campo militar, Gbagbo, no poder desde 2000, recuou mas não cedeu o poder.

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