Cidades

CHACINA NA ESCOLA DO RIO

Surgem novos depoimentos de quem presenciou o massacre

Surgem novos depoimentos de quem presenciou o massacre

Redação

10/04/2011 - 07h27
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Passava das 8h de quinta-feira (7) quando Yanca de Carvalho, 15, conseguiur pegar o celular e ligar para a mãe. Ela avisou que um homem havia invadido a escola e estava atirando "em todo mundo". A estudante estava na sala do 9º ano da escola municipal Tasso da Silveira, na zona oeste do Rio de Janeiro, que foi protegida das balas do atirador Wellington Menezes de Oliveira, 24, porque um professo

"Saí correndo. Moro há cinco quarteirões da escola e fui correndo até lá, falando com a minha filha pelo celular. Quando cheguei, dei de cara com um monte de crianças feridas. Subi até o segundo andar, entrei numa sala e vi mais crianças baleadas, caídas no chão. Depois, consegui tirar Yanca de lá e continuei subindo até o terceiro andar atrás do meu outro filho, que estava na sala do quinto ano", descreveu o técnico de informática Robson de Carvalho, pai de Yanca e Richard, 11. "Ele me abraçou e eu o levei até mãe, que estava do lado de fora com a minha filha".

Ele contou ainda que passou pelo corpo do atirador, morto na escada, diversas vezes: quando subiu para procurar o filho e quando voltou à escola para ajudar a socorrer as crianças baleadas.

Ao todo, Carvalho conseguiu retirar seis crianças da escola. Elas estavam desacordadas e ele as levou de picape até o hospital estadual Albert Schweitzer.

"Acho que todas que eu levei acabaram morrendo", lamenta. "Eu não sei com certeza, mas lembro que a Larissa foi uma das que eu levei. Reconheci pela foto".

Agora, a preocupação do pai é com as crianças que precisam voltar às aulas. Segundo ele, tanto os filhos quanto os outros alunos da escola estão "psicologicamente abalados". "Não sei como vai ficar", disse.

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