Cidades

SISTA

Coordenador de sindicato diz que estupro era 'tragédia anunciada'

Coordenador de sindicato diz que estupro era 'tragédia anunciada'

Redação

14/04/2011 - 09h32
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Coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Mato Grosso do Sul (Sista), Lucival Alves dos Santos disse esta manhã que estupro na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) era uma "tragédia anunciada". "Essa tragédia que aconteceu já estava anunciada e avisada a todos. Isso aconteceu por incompetência da administração", declara o sindicalista.

Ele relatou que o sindicato entregou no dia 10 de maio do ano passado uma carta dos vigilantes à reitoria dizendo que era necessário contratar mais funcionários para cuidar da segurança no campus. "Nos anos 80 eram 60 vagas para cuidar de 3.500 pessoas. Hoje a relaidade é muito diferente, a UFMS cresceu demais e, apesar disso, conta atualmente com 36 vigilantes", lembra Lucival. 

"São 36 vigilantes, 4  por turno, é impossível guardar todas as entradas da universidade. Esse número não é suficiente para impedir furtos a carros, assaltos, arrombamentos e nem estupros", finaliza. 

 

Protesto

As declarações do sindicalista foram feitas hoje durante um protesto promovido pela Sista, que reúne cerca de 50 servidores da UFMS em frente à reitoria, contra a Medida Provisória (MP) 520, assinada por Luís Inácio Lula da Silva em 31 de dezembro do ano passado e que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. A MP cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalates, que administrará hospitais universitários de todo o País.

Lucival Alves disse que hoje é feita uma mobilização nacional contra a MO. "Nós entendemos que é uma forma de privatização dos hospitais universitários. O dinheiro será da União mas na MP não é dito se o regime de contratação será terceirizado, mudando do regime estatutário para o regime celetista (CLT)", o que causaria perda de autonomia para os hospitais.  

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