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Obama reafirma posição e diz que foi mal compreendido ao falar de fronteiras de 1967

Obama reafirma posição e diz que foi mal compreendido ao falar de fronteiras de 1967

Redação

23/05/2011 - 02h01
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Barack Obama defendeu firmemente ontem (22) a sua ideia de dois Estado baseados nas fronteiras entre Israel e a Palestina de 1967 adaptadas, e alertou para "a impaciência" suscitada pelo bloqueio do processo de paz.

O presidente americano, sem alterar uma polegada em seu discurso original, foi bem recebido pela AIPAC, principal lobby pro-israelense americano, diante do qual ele também insistiu sobre a força do vínculo entre Israel e os Estados Unidos.

Obama se pronunciou na quinta-feira, pela primeira vez, em favor de um Estado palestino com as fronteiras traçadas com base nas linhas de 1967, "com as mudanças sobre as quais as duas partes estejam de acordo".

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu havia rejeitado veementemente a ideia, mas Obama assegurou neste domingo que suas propostas tinham sido "mal interpretadas".

A posição do presidente, explicada por ele mesmo, "significa que as próprias partes, israelenses e palestinos, negociarão uma fronteira diferente da que existia em 4 de junho de 1967", levando em consideração as "novas realidades demográficas no local e as necessidades das duas partes".

Além disso, o presidente americano conclamou o movimento Hamas, reconciliado com o Fatah do presidente palestino Mahmud Abbas, a "reconhecer o direito de Israel existir", a "rejeitar a violência e a aderir a todos os acordos existentes".

Essas são as condições enunciadas pelo Quarteto (EUA, UE, ONU e Rússia) para que o Hamas possa participar das negociações de paz.

Obama ressaltou neste domingo que sua proposta sobre as fronteiras de 1967 não tem "nada de particularmente original", e que a ideia era discutida há muito tempo pelas partes.

Em Israel, os detalhes sobre as mudanças nos territórios e sobre o Hamas foram consideradas ausentes do discurso de Obama na quinta-feira.

Em uma primeira reação, Netanyahu, que deve discursar na segunda-feira no AIPAC, disse "apreciar" o discurso de Obama.

O outro objetivo do discurso na AIPAC era tranquilizar Israel. O presidente enviou aos cerca de 10.000 participantes do congresso os sinais esperados, confirmando o compromisso "inabalável" da América com a segurança do Estado hebreu.

"Que Israel esteja forte e em segurança é do interesse nacional da segurança dos Estados Unidos", disse o presidente, assegurando que "compreendia o temor dos israelenses por sua existência" como nação.

Essas afirmações parecem responder diretamente às críticas sem precedentes de "Bibi" Netanyahu na sexta-feira, quando ele alertou no Salão Oval para as "ilusões" de alguns sobre a situação regional.

Obama também lembrou que a ajuda financeira americana à defesa de Israel havia atingido durante o seu governo "níveis recordes". Ele desejou a manutenção, com a ajuda dos Estados Unidos, da "superioridade" da força militar israelense sobre seus adversários potenciais na região.

Em nome destes vínculos excepcionalmente estreitos que Obama reivindicou a franqueza com Israel.

"Sei que o mais fácil, principalmente para um presidente preparando sua reeleição, é evitar qualquer controvérsia", disse, mas "a situação atual no Oriente Médio não permite a omissão."

Lembrando sua oposição à tentativa palestina de um reconhecimento de seu Estado na ONU em setembro, Obama, entretanto, ressaltou que os palestinos "identificam a impaciência suscitasa pelo processo de paz - ou a ausência deste". Esta impaciência "aumenta", insistiu, não apenas "no mundo árabe, mas (também) na América Latina, na Europa e na Ásia".

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