A segunda geração do Kia Picanto mal chegou ao mercado europeu e já tem data para estrear no Brasil. O subcompacto coreano desembarca por aqui em agosto, apenas três meses após ganhar as ruas europeias.
A estratégia da marca em manter sua linha atualizada em todos os mercados do mundo, inclusive por aqui, é a mesma das marcas “premium”, que veem a demora em trazer suas novidades como sinônimo quase certo de quedas nas vendas. Para o Brasil, as estimativas são de que o Picanto chegue às concessionárias a partir de R$ 36 mil e que se aproxime das 2 mil unidades vendidas por mês. Nos quatro primeiros meses deste ano, a média de vendas mensais do modelo foi de 880 unidades, demonstra o otimismo da Kia com a nova geração do subcompacto.
O Picanto 2012 parece um carro totalmente novo. As linhas do designer badalado Peter Schreyer deram um aspecto mais musculoso ao “carrinho”. As mudanças foram bem-vindas, já que suas vendas são impulsionadas em grande parte pelo visual. A dianteira traz para-choque mais bojudo, com molduras pretas que envolvem os faróis de neblina maiores.
Os faróis mais alargados estão mais modernos. A grade passa a seguir a mais recente linguagem de design da Kia, apelidada pela marca de “nariz de tigre”. Já a lateral tem linha de cintura crescente, com início na caixa de rodas dianteira e terminando na lanterna traseira. Na parte posterior, o Picanto traz lanternas em formato irregular e a placa migrou do meio da tampa do porta-malas para o para-choque, garantindo um visual mais limpo.
Além das mudanças estéticas, o novo Picanto também cresceu. O modelo agora tem 3,6 metros de comprimento, 6 cm a mais que na última geração. Com isso, o entre-eixos cresceu 1,5 cm e o porta-malas passou a oferecer 200 litros – 27% a mais de espaço no bagageiro, segundo a fabricante.
No Brasil, é provável que o Picanto 2012 seja lançado com a versão flex do motor 1.0 de 3 cilindros. Este propulsor de 82 cv e 9,4 kgfm de torque conta com comando das válvulas de admissão variável e promete um consumo reduzido de combustível e, consequentemente, menores emissões de CO2. Ele substitui o motor 1.0 de 4 cilindros a gasolina e 64 cavalos, reconhecido pela sua economia. O câmbio poderá ser manual ou automático de cinco marchas.
Já o pacote de equipamentos é completo. O modelo vendido na Europa é equipado com luzes diurnas em leds, freios com ABS e EBD, botão de partida do motor e pode contar com até sete airbags, dependendo da versão. Para o Brasil, são esperados os mesmos equipamentos.