João Felipe M. C., de 21 anos, morador de Volta Redonda (RJ) é o autor da invasão ao site do Tribunal de Justiça, que aconteceu no dia 17 de novembro de 2010, de acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) Paulo César Braus.Na ocasião, o hacker inseriu no sistema um "cavalo de tróia", também conhecido como "trojan".
A polícia revelou que o jovem tinha um verdadeiro esquema em redes sociais para vendas de dados sigilosos que furtava em sites pelo País. No caso do site do Tribunal de Justiça do Estado, a polícia afirma que nenhum dado foi furtado e que, por isso, o rapaz será indiciado por dano qualificado, já que no dia do ataque foi preciso fazer a manutenção do site por causa do vírus instalado. Se condenado, ele pode pegar de 6 meses a 3 três anos de reclusão. Ele também será indiciado por tentativa de furto e ele poderá pagar pena de 2 a 8 anos de prisão.
"Rastros"
A polícia de Campo Grande descobriu o rapaz porque, segundo os peritos Alexsandro Procópio Silva e Valdson Rodrigues Gomes, os crimes virtuais, assim como os outros, costumam deixar "rastros". Após detectar que o rapaz era de Volta Redonda, a polícia solicitou quebra do sigilo de informações de João Felipe.
Computadores e apostilas com cursos de "hackeamento", ou seja, manuais de como cometer crimes virtuais e roubar dados pessoais pela internet foram encontrados na casa do jovem e encaminhados para a Capital para a perícia, que constatou os crimes.
Esquema
A polícia descobriu que o rapaz era integrante de um esquema de compra e venda de dados sigilosos pela internet. Ele também tentou invadir o site do Tribunal de Justiça de Alagoas neste ano.
Segundo os peritos, o rapaz, que mora com os avós, instalava o cavalo de tróia em sites, os mais vulneráveis era atingidos e os dados das vítimas usados para pagamento de boletos online e compras pela internet.