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Processo de compra de caças completará 12 anos sem definição

Processo de compra de caças completará 12 anos sem definição

Redação

28/07/2011 - 04h00
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Em julho de 2000, o então presidente Fernando Henrique Cardoso deu o primeiro passo para a compra de uma esquadrilha de caças para o governo. Naquele mês nascia o projeto FX, que previa gasto de US$ 700 milhões para a aquisição de até 24 aeronaves.

A ideia original era substituir a antiga frota de F-103 Mirage, que continua a ser usada em operações da Força Aérea Brasileira (FAB). A compra dos caças era parte do Programa de Fortalecimento do Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, com orçamento da ordem de US$ 3,3 bilhões.

Hoje, passados onze anos, o governo ainda discute a compra dos caças, tendo como prazo mais próximo para uma nova definição o ano de 2012. Entre idas e vindas, o projeto agora se chama F-X2, prevê a compra de 36 aeronaves multiuso e tem custo entre R$ 10 bilhões e R$ 25 bilhões.

À medida que as cifras e o número de aviões subiu, cresceu também a competição entre os concorrentes. O favorito iniciante, a Rússia, perdeu espaço no páreo e ficou desclassificado perante os finalistas Dassault (da França), Saab (da Suécia) e Boeing (dos EUA).

Aliás, na Rússia, em 2002, FHC já dera o tom da disposição brasileira em comprar as aeronaves: "Nós não estamos com pressa para comprar aviões pois não há ameaça de guerra neste momento ", declarou a uma agência de notícias do país.

Anos mais tarde, a Dassault chegou a ser declarada vencedora pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conversa com o colega francês Nicolas Sarkozy. De novo, porém, não houve decisão final tomada formalmente.

No começo deste ano, era grande a expectativa de que Dilma Rousseff tomasse a decisão final sobre o caso, mas ela resolveu prorrogar qualquer nova decisão para 2012, tendo em vista a falta de clima para compras bilionárias em meio a um drástico corte de gastos do governo.

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