Coxim e os municípios da Bacia do Alto Taquari começam a se enxergar na rota das Monções, o maior movimento fluvial brasileiro desde Porto Feliz (SP) para a conquista de Mato Grosso por rios e pelos varadouros no Cerrado, entre 1719 e 1838. O assunto estava adormecido, ao mesmo tempo em que a orfandade sentida após a divisão do Estado em 1977 mexia com os brios da população dessa cidade. Só 20 anos depois de um trabalho diuturno de professores e empresários do turismo, as Monções entram no debate público.
"Até há pouco nós falamos baixo, mas é chegada a hora de explicar que, se o Brasil nasceu na Bahia, foi por aqui que ele começou a crescer", afirma o professor Marcos Lourenço de Amorim, do Departamento de História no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A identidade da população com as Monções fortaleceu-se no âmbito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Estadual de MS (UEMS), que agora incentivam alunos de História, empresas de turismo e população a resgatá-las definitivamente. Um grupo de pessoas já fez pelo rio uma expedição na rota Camapuã-Coxim, lembrando o "caminho para Cuiabá, conta Amorim. "Aqui acabavam os rios encachoeirados; Coxim ficava numa esquina do mundo", explica.
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