Desde o começo do impasse entre as empresas de transporte coletivo da Capital e administração, o tarifaço estava fora de questão. O prefeito Nelson Trad Filho “perdeu a paciência” na semana passada e anunciou a elaboração de um edital para abrir licitação para novas empresas. No fim de semana, as diretorias das empresas chegaram a conclusão que o melhor caminho é a solução amigável.
Segundo o diretor da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Trindade Júnior - responsável pela fiscalização do serviço, as empresas preferem não entrar em briga judicial. “O prefeito disse que não conversaria mais e ia deixar tudo por conta do judicial. Isso significa que o procurador do município, Ernesto Borges, ia buscar caminhos legais para a rescisão contratual, mas isso ainda não aconteceu”, explica Rudel. Mesmo assim, o edital de licitação está sendo elaborado.
A posição das empresas é de que não há como arcar com os custos das reformas exigidas pela prefeitura, mas que tentarão conversar e buscar alternativas. Até o final de setembro a prefeitura deve enviar propostas para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) visando ampliação dos corredores e terminais de ônibus. Segundo o diretor da Agetran, a “confusão” entre as empresas e a prefeitura “atrapalharia, mas já temos solução. Vamos dizer que as condições estão definidas e que serão cumpridas nesse novo contrato de licitação”, explica.
Este edital não garante que todas as empresas perderão a licitação, mas é possível que algumas delas sejam substituídas caso não haja acordo. Atualmente, as empresas que buscam acordo são Viação Cidade Morena, Campo Grande, Jaguar, São Francisco e Serrana. “Não é que o sistema esteja ruim, mas temos que buscar aprimoramentos por conta dos investimentos que virão”, aponta Rudel.