Após polêmica envolvendo comercialização dentro do prédio da Câmara Municipal de Campo Grande, o presidente da Casa, vereador Paulo Siufi (PMDB), irá consultar os funcionários para que eles decidam sobre a permanência do espaço alternativo. Apesar das críticas dos vereadores, Siufi diz que elas nunca haviam sido reproduzidas a ele. "Os vereadores que não pactuam têm o direito de falar, mas ninguém nunca tinha reclamado", afirmou.
A consulta aos funcionários deve ser feita ainda nesta semana. Falta decidir se será por meio de reunião ou envio de ofício, para os interessados manifestarem, ou não, apoio à permanência dos comerciantes no prédio. Além disso, o assunto deve ser tema de enquete no site da Câmara, para verificar o que a população pensa a respeito do assunto.
De acordo com o presidente da Câmara, caso os funcionários respondam na consulta que não concordam com o uso do corredor para exposição de produtos comerciais, o espaço alternativo terá as atividades suspensas. "Se não traz benefício para o funcionário, então para que fazer?", ponderou Siufi.
Se, ao invés disso, os servidores da Casa optarem pela permanência das vendas, o espaço continuará em funcionamento. Isso equivale a dizer que o ''mercado persa'' vai continuar.
Nesse caso, poderão ser criados critérios para regular a escolha das empresas beneficiadas. "Os direitos são iguais para todos os segmentos, mas temos que ter cautela para não correr o risco de expor coisas que não cabem ali", disse o presidente.
A polêmica em torno da transformação de um corredor da Câmara em espaço comercial, chamado de alternativo, foi acirrada na semana passada, durante exposição de produtos de ginástica e equipamentos para academia. A prática gerou críticas dos vereadores e causou indignação na população. Apesar disso, o presidente da Casa diz que não há nada ilegal nem imoral no uso que está sendo feito do corredor da Câmara. "Ali é um espaço público", argumentou.