Depois de mais de 10 dias em greve, chega ao fim o movimento que paralisou o canteiro de obras da maior fábrica de celulose do mundo. A reunião aconteceu na sede do Tribunal Regional do Trabalho, em Campo Grande e foi presidida pelo Desembargador Federal do Trabalho, Francisco das Chagas Lima Filho.
A Procuradora- chefe do 2ª Região do Ministério Público do Trabalho, Rosimara Delmora Caldeira, também acompanhou a reunião que homologou o acordo celebrado entre os sindicatos da categoria e os representantes das empreiteiras.
A reunião que durou cerca de 4 horas, contou com a participação de uma comissão composta por 15 trabalhadores, sindicatos da categoria, Força Sindical e dos representantes das empreiteiras.
Retorno ao Trabalho
Os trabalhadores voltam ao trabalho amanhã (22) já recebendo um novo piso salarial. Na negociação foi acordado aumento imediato do piso salarial, de R$ 1.000 para R$ 1.080 e para o ajudante, de R$ 780 para R$ 800, além de vale refeição de R$ 70.
Os valores das passagens pagas pelos trabalhadores de seu local de origem até Três Lagoas serão reembolsados pelas empresas contratantes, enquanto as horas extras que não foram lançadas no holerite serão regularizadas imediatamente.
Os dias parados enquanto durou a grave serão compensados às empreiteiras num prazo de 60 dias.
Os trabalhadores insatisfeitos que optarem por se desligarem do trabalho e preferir voltar ao seu local de origem, terá seu acerto trabalhista regularizado e reembolsado integralmente com as despesas do translato.
Comissão
As demais reivindicações serão tratadas na próxima semana mediante uma comissão de trabalhadores, sindicato da categoria, Força Sindical e o Ministério Público do Trabalho.
(Com informações do Perfil News)