Ossos humanos, restos de caixão e vestimentas misturados em meio ao aterro usado nas obras da praça do bairro Cristo Redentor. Segundo o líder comunitário do bairro Aeroporto e presidente do PHS (Partido Humanista da Solidariedade), Augusto Amaral, conhecido como "Buxexa", que denunciou o caso ao Ministério Público Federal, os moradores do Cristo Redentor comunicaram o fato à ele há cerca de três dias, depois de estranharem o mau cheiro no local.
"Como sou líder comunitário do bairro Aeroporto, fui chamado para ver o que estava acontecendo. Quando me aproximei perto de um monte de terra que tinha aquele forte cheiro, a gente presenciou uma situação deplorável: ossadas, pedaço de fêmur, pedaço de crânio, pedaços de caixão, roupas de defuntos, placas de jazigos", relatou Buxexa, que registrou as cenas em fotos e vídeos, apresentados ao Ministério Público Federal.
Ontem o prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) determinou à Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Serviços Urbanos, a abertura de uma sindicância para a apuração das responsabilidades pelo aterro.
O aterramento da nova praça estaria sendo feito com material do cemitério Nelson Chamma, na rodovia Ramão Gomez (saída para a Bolívia).
O prazo dado pelo prefeito para a conclusão da apuração e esclarecimento dos fatos é de 15 dias, a contar da data de publicação da portaria.
Para garantir isenção às investigações, o prefeito determinou o afastamento dos servidores Gerson Melo, superintendente de Serviços Urbanos e responsável pela manutenção no cemitério Nelson Chamma, e Edson de Moraes Rodrigues, gerente de Serviços Públicos, que coordenava os trabalhos de terraplanagem e aterramento da praça do bairro Cristo Redentor.
O afastamento diz respeito apenas aos cargos de chefia que eles ocupam, sem prejuízo de suas funções efetivas, sendo que ambos são engenheiros concursados do Município, e não tem, portanto, caráter punitivo.
(Com informações do Diário Online)