Cidades

ENROLADO

Novas denúncias 'melam' cada vez mais candidatura de Giroto

Novas denúncias 'melam' cada vez mais candidatura de Giroto

Redação

30/08/2011 - 00h02
Notícia sem imagem

Matéria da revista IstoÉ envolvendo o deputado federal Edson Giroto (PR) como um dos padrinhos de obras irregulares provocou inquietação no governador André Puccinelli (PMDB) e pode "melar" a pré-candidatura do parlamentar à Prefeitura de Campo Grande. Giroto, principal nome da base aliada para entrar na disputa, é acusado de intermediar a liberação de R$ 26 milhões para a construção do Terminal Intermodal em Campo Grande.

A obra foi paralisada por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) por causa de sobrepreço e falhas na fiscalização realizada pelo Ministério dos Transportes. Ainda segundo a revista, Giroto recebeu em sua campanha, no ano passado, doação de R$ 163 mil da Consegv Planejamento — uma das empreiteiras contratadas para a execução do empreendimento.

A construção do terminal intermodal, também conhecido como porto seco, começou em julho de 2007 e foi paralisada quatro meses depois, após o TCU detectar as irregularidades. No total, o empreendimento ficou parado por 10 meses. Na época, o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) promoveu readequações no contrato e negou as irregularidades. Segundo ele, não houve sobrepreço, mas divergências técnicas com a composição do preço.

O recurso para bancar a obra, que até hoje não está concluída, parte, principalmente, dos cofres do governo federal. Giroto como secretário de obras do Estado, na época, conduziu as negociações para liberar a verba. Em junho do ano passado, já como deputado federal, ele também ajudou a articular a liberação, por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), de mais R$ 18,2 milhões para a construção do terminal, localizado às margens do anel rodoviário, entre as saídas para São Paulo e Sidrolândia.

 

Projeto ameaçado

A publicação de novas denúncias contra Giroto estão "melando" cada vez mais a sua pré-candidatura à Prefeitura de Campo Grande. Por conta de sua forte ligação com o governador André Puccinelli, ele é considerado o principal nome da base aliada para disputar a sucessão de Nelsinho Trad. O problema, no entanto, é "limpar" a imagem do parlamentar com o eleitor diante de tantas denúncias.

Recentemente, a revista IstoÉ publicou o envolvimento de Giroto em outro escândalo de desvio de recursos do Ministério dos Transportes. Segundo reportagem, quando exerceu o cargo interinamente no ano passado, para que Alfredo Nascimento (PR-AM) fizesse campanha ao governo do Amazonas, o ministro Paulo Sérgio Passos liberou um total de R$ 78 milhões em créditos suplementares para três grandes obras constantes na lista do TCU de projetos com irregularidades graves.

O caso poderia se resumir a um mero problema de gestão, mas, conforme apurou a IstoÉ, várias das empreiteiras beneficiadas pelos aportes extraordinários doaram milhões a candidatos do próprio PR durante a campanha eleitoral. Giroto foi um dos beneficiados. Ele recebeu R$ 100 mil da empreiteira Serveng. No total, sua campanha eleitoral consumiu R$ 3.029.400,00, dos quais R$ 1.538.000,00 saíram dos bolsos de empreiteiros.

Ainda por causa do estreito relacionamento com a cúpula do PR, Giroto chegou a ser cotado para assumir o Ministério dos Transportes no lugar do senador Alfredo Nascimento, que caiu por causa de escândalo de corrupção. O deputado foi vetado pela presidente Dilma Rousseff.

Cidades

TJMS obriga prefeitura pagar transporte aéreo de bebê para tratamento pós-cirúrgico

Município teria negado custeio de transporte de avião, mesmo com recomendação médica em razão do tempo de vida da bebê, de 11 meses, e risco de complicações após cirurgia

07/11/2026 11h30

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses Banco de Imagem

Continue Lendo...

À FRENTE

Presidente do TJMS diz que tribunal será “vanguarda do Judiciário nacional"

O desembargador Dorival Pavan concedeu entrevista ao Correio do Estado depois de ficar à frente do Governo do Estado por seis dias

07/11/2026 10h30

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS)

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).