Crescimento no consumo de medicamentos em Mato Grosso do Sul - situação que levou o setor de atacado farmacêutico a movimentar o montante financeiro de quase R$ 360 milhões no Estado no ano passado, valor 34,9% maior que o registrado em 2009 - reflete hábito antigo e profundamente arraigado na população — o da automedicação, impulsionado ainda pela facilidade de aquisição de remédios a preços baixos em todo o País. A análise é de autoridades da saúde e de profissionais da área médica e farmacêutica do Estado, que alertam para os elevados riscos à saúde decorrentes dessa prática.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sindmed/MS), Marco Antônio Leite, a restrição da compra de antibióticos, que hoje só podem ser comercializados com apresentação e retenção da receita médica, contribuiu para redudir a automedicação deste tipo de medicamento, mesmo assim “a primeira consulta do paciente continua sendo na farmácia”, com destaque para a compra de antiinflamatórios, analgésicos e antigripais.
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