Após um caso isolado de raiva canina no Bairro Jardim Anache no mês de julho, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) aguarda a liberação da vacina antirrábica pelo Ministério da Saúde para iniciar a campanha contra a doença, provavelmente em outubro na Capital. Geralmente a vacinação acontece em setembro. “O trabalho contra a raiva é constante, pois é uma doença controlável. Neste caso, descobrimos pelo laudo que foi transmitida por um morcego, o que torna o caso menos grave”, explica a veterinária e coordenadora do CCZ, Júlia Maksoud Brazuna.
Na campanha que deve começar em outubro, os bairros prioritários são os mais populosos, são esperadas 120 mil doses de vacina. Em ação conjunta com a Semed (Secretaria Municipal de Educação), o CCZ esteve em escolas orientando as crianças sobre a responsabilidade de ter cães e gatos e como agir em situações de risco de contaminação, como quando o animal morde um morcego morto, por exemplo.
VETOR DA DOENÇA
Foram 23 anos de total controle da raiva em Campo Grande e com a descoberta do morcego como vetor da doença, é possível enxergar com otimismo a situação, pois se trata de um mamífero voador que pode ter trazido a doença de locais mais distantes. Após o caso no Jardim Anache, uma campanha na região norte da Capital foi iniciada, vacinando animais e orientando moradores dos bairros no entorno, como: Nova Lima, Colúmbia, Vida Nova e Novos Estados.
Nesta situação foi eliminada a possibilidade de formar uma cadeia de transmissão, na qual cães e gatos podem passar a doença para humanos através de mordidas. Em outras regiões, animais silvestres, como macacos e rurais, como bois e cavalos também podem transmitir a doença. “É importante que qualquer pessoa que seja mordida por um destes animais procure uma unidade de saúde o quanto antes, para tomar a vacina antirrábica”, orienta a veterinária.