Apenas uma nutricionista faz o acompanhamento de 96 escolas municipais de Campo Grande, quando o Conselho Federal de Nutrição recomenda uma para cada 5 mil alunos. Diante do número o ideal seria que 19 nutricionistas fizessem este acompanhamento.
Ainda não se sabe o que causou a intoxicação de 170 alunos ontem na Escola Municipal de Tempo Integral Iracema Maria Vicente, no Bairro Rita Vieira, nem é possível afirmar que o aumento no quadro de funcionários evitaria o problema.
“Tudo o que fazemos é por meio de edital, desde a escolha dos fornecedores de alimentos até os concursos para novos profissionais de acordo com a possibilidade de contratação”, afirma o superintendente de abastecimento alimentar, Danilo Medeiro Figliolino.
Ele destaca que além da fiscalização feita aleatoriamente em todas as escolas, a orientação da superintendência é para que as escolas façam rodízio entre os alimentos. Por exemplo, assim que um novo lote de arroz chega a escola, o lote antigo é colocado à frente do novo – de modo que o produto não ultrapasse a validade.
Possibilidades
O superintendente reforçou ainda que a prefeitura ainda trabalha com quatro hipóteses para a causas da intoxicação: contaminação dos alimentos servidos, contaminação da água (ingerida pelos alunos ou usada na confecção das refeições), virose ou “sabotagem”. “Estamos investigando e não é porque a Águas Guariroba realizou um teste preliminar que vamos descartar a possibilidade da água estar com algum problema. Também não podemos descartar que houve sabotagem, nunca se sabe se alguém de forma dolosa colocou algo na comida que fizesse os alunos passarem mal”.
Por precaução, ontem a Superintendência de Abastecimento Alimentar (Suali) determinou que a salsicha e os ovos, que podem ter sido os causadores da intoxicação dos alunos, fornecidos na última entrega de alimentos para as escolas não sejam mais usados e nenhuma das unidades da rede.