Há alguns anos, ver um carro de altíssimo luxo no Brasil era extremamente raro, um acontecimento que merecia até reportagens em colunas sociais. Mas o crescimento da economia brasileira nos últimos anos vem mudando parte dessa história. Importadoras independentes e até as próprias marcas têm se mobilizado para buscar no Brasil esse mercado exclusivo, de pouca vendagem, mas de altíssima lucratividade. Ferrari, Lamborghini, Bentley e Aston Martin são algumas das que já encontraram espaço na garagem dos ricaços tupiniquins. Mas ainda tem gente que acha que precisa – e pode – ainda mais. Pensando nesse cliente, a Rolls-Royce chega ao Brasil.
No primeiro momento, a fabricante inglesa não terá concessionária em solo brasileiro. O primeiro show room só abre em março de 2012, em São Paulo, mesma data em que os primeiros carros começam a ser entregues. A representação oficial fica a cargo da Via Itália, a mesma que traz os superesportivos italianos da Ferrari, Lamborghini e Maserati. As expectativas no Brasil são de vender entre 10 e 15 exemplares no primeiro ano, com chances de crescimento em 2013.
Sob encomenda
Como os carros são encomendados à linha de montagem inglesa de acordo com as especificações de seus endinheirados clientes, não existirão modelos “prêt-à-porter”. Os pedidos serão feitos nas lojas e a partir daí a unidade será fabricada na lendária fábrica de Goodwood, no condado de West Sussex. O processo de montagem e acabamento de cada veículo dura 450 horas e é feito à mão. Em jornadas de 8 horas de trabalho, sem contar fins de semana e feriados, são necessários 57 dias para produzir um Rolls. Não é a toa que os clientes esperam cerca de meio ano para botar a mão nos seus brinquedos e que a marca só venda 3 mil carros por ano. Mesmo com as vendas em pequena escala, a empresa afirma que vende 45% dos carros que custam mais de 200 mil euros – cerca de R$ 500 mil – no mundo.