Com a aproximação do Natal, a recém-empossada direção da Associação Amigos da Orla Morena sonha com a compreensão dos usuários desse espaço. Até então, os tropeços foram inevitáveis e o emocional se sobrepôs à razão. A maior parte dos frequentadores da orla é formada por crianças e jovens e é com esse público que os vereadores mirins de Campo Grande – especialmente os representantes de bairros dessa região – deverão iniciar campanha de conscientização.
A diretoria da entidade, com 16 integrantes, foi empossada quinta-feira (24) à noite, em ato presidido pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB), que destacou a sua importância e a eficaz parceria em prol do bem-estar comunitário. A associação começa com desafios. O zelo pelos equipamentos e pela coleta do lixo ainda deixa a desejar: cacos de vidro, bitucas de cigarro, papéis, plásticose papelão continuam lotando as sacolas plásticas fornecidas gentilmente pelo conhecido zelador autônomo Edson Zanotto, que ali comparece nos finais de semana, recolhendo o lixo e consertando brinquedos avariados.
Agora, a mobilização alcançará todas as escolas – duas estaduais, duas municipais e algumas particulares – planeja o presidente da entidade, Ricardo Sanches Oliveira. “As crianças devem dar exemplo para os pais e os pais, mais ainda, serem espelho para os filhos”, apela a diretora de eventos dos Amigos da Orla, Loan Harada, que também é comerciante e integrante da Associação de Pais e Mestres da Escola José de Anchieta.
Parlamento mirim
Loan lembra que sua filha Gabriela,13 anos, vereadora mirim, conseguiu adeptos às suas teses de limpeza e organização desse badalado espaço de lazer. Animado, o prefeito anunciou-lhes a construção da Orla Morena II até meados de 2012. Um dos projetos da menina Gabriela, apresentado em sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, visa a assinatura de um termo de compromisso pelo qual os pais acompanhem mais constantemente a vida escolar dos filhos.
Isso não vale apenas para os bairros adjacentes à Orla, mas para todos, observa a mãe. A associação percebeu divergências na Câmara Municipal, pois alguns vereadores rejeitam a proposta. “Que sociedade teremos, se os valores correm o risco de desaparecer?” – protesta Ricardo Oliveira.