Com o objetivo de dar mais agilidade aos processos dos jovens internados nas Unidades Educacionais de Internação (Unei) de Campo Grande, a Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública, através da Superintendência de Assistência Sócioeducativa (SAS) com o Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e o Ministério Público Estadual (MPE), iniciou hoje (30) o projeto que permite a realização das audiências processuais na própria Unidade Educacional. As audiências foram realizadas na Unei Provisória Novo Caminho, localizada no bairro Los Angeles, em Campo Grande.
O projeto, iniciado pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, Roberto Ferreira Filho, busca dar agilidade e uma resposta imediata à demanda de processos recebidos pelo Judiciário, visando à ressocialização do jovem infrator. “Trata-se de um projeto que ainda está em fase de testes, mas que de imediato busca a aproximação do jovem interno e as instituições envolvidas na análise de seu processo. Periodicamente, o Judiciário tem que fazer visitas periódicas às unidades. A ideia foi unir esta visita com o sistema de audiências. Quando a ideia foi apresentada, houve uma resposta positiva e imediata por parte da SAS e das outras instituições. Levando as audiências até a Unidade Novo Caminho, podemos encaminhar o jovem para as outras Uneis ou liberá-lo, de acordo com o resultado da audiência”, explicou o juiz.
De acordo com o magistrado, por ser uma iniciativa recente, ainda não possuem um cronograma definido, porém, já está em estudo a realização de audiências na Unei no período mensal. Para o superintendente de Ações Socioeducativas, coronel Hilton Villasanti Romero, as audiências na Unei Novo Caminho representam o resultado de investimentos voltados para incentivar a ressocialização do jovem. “Trazer este projeto até a unidade é um trabalho inédito no Estado e mostra o resultado das parcerias que adquirimos ao longo da administração da SAS. Foram buscas que não se resumiram apenas a reformas e reestruturação da Unidade, mas também em investimentos nos servidores e ações que colaborem para que o jovem seja ressocializado e preparado para a liberdade”, afirmou o superintendente.
“Podemos ver de perto a facilidade e integração das instituições envolvidas na educação do jovem interno. É uma soma de esforços do Judiciário e da Secretaria de Estado de Segurança onde o principal beneficiado é o jovem”, afirmou a promotora da Infância e Juventude, Vera Aparecida Frost Vieira.