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Ambulâncias do SAMU voltam a ficar retidas por falta de macas

Ambulâncias do SAMU voltam a ficar retidas por falta de macas

Redação

01/12/2011 - 12h30
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Dois dias depois da matéria veiculada pelo Portal Correio do Estado sobre as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que chegam a ficar retidas por ao menos 12h nos hospitais Regional e Universitário em Campo Grande, uma leitora denunciou que na manhã desta quinta-feira (01), seis ambulâncias chegaram a ficar retidas no Hospital Regional, sendo que três delas eram de atendimento avançado.

A reportagem foi até o hospital e verificou que às 11h ainda haviam duas ambulâncias retidas no hospital. A situação acontece devido à superlotação nos hospitais, que sofrem com a falta de macas para comportar os pacientes extras, que aguardam um lugar nos leitos.

Caso

O problema, que vem se tornando comum na Capital, não afeta apenas os hospitais, de acordo com o supervisor geral de atendimentos médicos do SAMU, Dr. André Brito, a situação provoca um efeito dominó na saúde pública. “Com as ambulâncias paradas, o atendimento à população fica prejudicado e impede a transferência de pacientes nos postos de saúde”.

Segundo Brito, a cidade conta com dez viaturas, sendo que sete são de suporte básico e três de atendimento avançado. “Essa situação tem se agravado com o fim do ano, principalmente no hospital universitário”, aponta.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informa que as consequências podem ser imprevisíveis e que as ambulâncias deveriam estar a disposição da população. A Sesau, através da assessoria de comunicação, esclarece, também, que os pacientes em situação de emergência são encaminhados à Santa Casa, que dispõe de reservas de vagas para esse tipo de situação.

O Hospital Regional informou que 65 pacientes - sendo que dez são crianças - estão no pronto socorro aguardando vaga na internação. O hospital conta com 19 leitos nos quartos, que conforme são liberados, os pacientes são remanejados. A assessoria informou que quando não há macas disponíveis, o hospital não pode rejeitar um paciente e são obrigados a utilizar a maca da ambulância.

No Hospital Universitário, o setor de Pronto Atendimento Médico (PAM), está com 60 pacientes aguardando vagas nos leitos, sendo que comporta apenas 29. A assessoria informou que só quando um paciente é recebe alta de outro setor que os que estão na fila são remanejados.
 

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