Aborto e entrega dos fetos para magia negra. Essas são denúncias que surgiram no caso de suposta venda de um bebê por R$ 500 e envolve tia e sobrinhas, em Campo Grande.
O caso, com forte dose de intriga familiar, está sendo apurado por Regina Motta, titular da Delegacia de Proteção á Criança e ao Adolescente (DPCA). Hoje (08), aquela autoridade policial ouviu todas as mulheres envolvidas.
A mãe da criança poderá responder por comunicação falsa de crime, pois a venda não teria acontecido.
Sobrinhas x tia
Segundo a titular da DPCA, os depoimentos revelaram que as sobrinhas queriam proteger a criança, pois, de acordo com elas, a tia teria engravidado várias vezes, feito muitos abortos e entregue os fetos para rituais de magia negra. Os supostos abortos também estão sendo investigados pela Polícia.
Por conta disso, as jovens apoiaram a decisão da tia de entregar a filha para adoção e se ofereceram para encontrar alguém para tomar conta da criança. E, segundo disseram em depoimento, a quantia de R$ 500 foi entregue como forma de ajuda à mulher e não como pagamento pelo bebê.
Na verdade, disseram à delegada, que a recém-nascida ficou sob os cuidados de uma delas.
Por sua vez, arrependida, a mãe fez o boletim de ocorrência na última quarta-feira (6), para recuperar a filha dizendo que esta teria sido vendida.
Segundo a delegada, a criança foi encaminhada para a Vara da Infância e está em um abrigo. As investigações continuam e caminham para o encerramento do inquérito, dentro de 30 dias.