O combate ao mosquito transmissor da Leishmaniose deve chegar a 36 mil casas na Capital. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) iniciou há 10 dias o trabalho de borrifação com a aplicação de inseticida em residências dos bairros Santo Amaro e Lageado, regiões da cidade onde nos últimos três anos registrou-se maior incidência de leishmaniose. A previsão é abranger também os bairros Vila Nasser, Popular, Santa Carmélia, Vila Almeida, Coophatrabalho, Coronel Antonino, Tiradentes, e Aero Rancho.
O trabalho se estende até abril e integra a estratégia do Centro de Controle de Zoonoses de combate e prevenção da doença, que em 2010 atingiu 102 pessoas. Estão sendo mobilizados 70 agentes de saúde. Paralelamente, outros 30 agentes complementam a ação vacinando os cães contra raiva.
Em média cada agente consegue fazer a borrifação de seis casas por dia. Nesta segunda-feira (23), somente no Santo Amaro foram mobilizados 30 agentes.
De acordo com o CCZ, a borrifação intradomiciliar não apresenta risco de intoxicação. O que se recomenda aos moradores é que permaneçam pelo menos uma hora fora do ambiente em que foi aplicado o inseticida. Antes de iniciado trabalho, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses retiram quadros, espelhos e afastam das paredes todo o mobiliário.
Entre maio e agosto, há um planejamento coordenado com a Secretaria de Estado de Saúde para coletar o sangue de 110.770 animais, número correspondente à população canina de Campo Grande. Este trabalho permite identificar os animais com a doença e retirá-los de circulação. Os proprietários podem contestar o exame, porém, os custos de um novo teste em um laboratório particular são de responsabilidade deles. No ano passado foram feitos 51 mil exames e, para que esta cobertura seja ampliada, o município dependerá de recursos para custear toda a logística da operação.