No comando da fundação estava Flávio Brito Netto - ligado ao líder da bancada federal de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende (PMDB) - que perdeu a cadeira para o ex-deputado estadual do PT, engenheiro e advogado Pedro Teruel. Lideranças dos dois partidos, que estão afinados em nível nacional mas distanciados no Estado, passaram a trocar alfinetadas.
Peemedebistas sul-mato-grossenses disseram que a destituição de Flávio Brito do cargo foi uma ‘‘bofetada’’ no partido. Geraldo Resende chegou a anunciar possível rompimento do seu partido com o Governo Dilma Roussef, inclusive em âmbito nacional.
O senador Delcídio do Amaral saiu em defesa das articulações do seu partido. Seria, segundo ele, uma espécie de troco ao PMDB que, nas eleição presidencial, preferiu apoiar o tucano José Serra.
Para o parlamentar, o PMDB cometeu grave erro em 2010 em apostar na aliança com o PSDB na sucessão presidencial, andando na contramão da aliança nacional dos dois partidos.
Considerou nada mais justo que trocar os peemedebistas dos cargos federais. "PMDB de Mato Grosso do Sul não é aliado. É adversário", disse o senador, ao demarcar território dos dois partidos no Estado.
Ministro
"A postura sempre foi estar aberto a ouvir os partidos, a sociedade e especialistas na indicação dos nomes, mas sempre usando o critério técnico e administrativo", disse o ministro Padilha.
"Temos secretários, diretores, pessoas do primeiro e do segundo escalão, filiados e não filiados a partidos. Mudanças administrativas acontecem ao longo de uma gestão", completou.
Fonte: Agência Brasil