O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) pode desistir de reformar e ocupar o prédio da antiga rodoviária de Campo Grande e já está à procura de um terreno para construir o prédio para centralizar o atendimento de algumas das varas e Juizados Especiais da Capital. O desembargador Luiz Carlos Santini, presidente do TJ/MS, afirma que tem projeto pronto e recursos para reformar o Terminal D’Oeste, mas acredita que será difícil a prefeitura desapropriar o prédio.
“Não podemos esperar essa situação se definir”, afirmou. Para Santini, “talvez não compense para a prefeitura”, depositar em juízo “alguns milhões” para garantir a posse do prédio e ter dinheiro retido, enquanto discute a desapropriação na Justiça.
O desembargador afirma que desde o ano passado, o TJ/MS tem o edital pronto para abrir a licitação da troca do telhado do Terminal D’Oeste. A obra custaria R$ 6 milhões. Além disso, o Judiciário tem R$ 32 milhões em caixa para executar a reforma. “Seria uma boa só fazer a reforma, ganharíamos tempo e gastaríamos menos. Para construir vamos levar de 3 a 4 anos”, compara.
Contudo, Santini estuda utilizar o recurso na construção de um prédio para os juizados. Um terreno, que pertence ao Estado, está sendo avaliado e os projetos arquitetônicos e de engenharia para construir uma estrutura com 15 mil metros quadrados no local serão contratados. O prefeito Nelsinho Trad não atendeu à ligação ontem.