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Número de mortes no trânsito aumenta quase 50% na Semana Santa

Número de mortes no trânsito aumenta quase 50% na Semana Santa

Redação

05/04/2012 - 17h46
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A Semana Santa é considerada um dos períodos mais violentos do trânsito brasileiro. Só no ano passado, levando em consideração apenas os quatro dias do feriado,115 pessoas morreram por dia, em média, em acidentes nas ruas e estradas do país, informa a seguradora que administra o Dpvat, o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. O número é 47% maior que a média diária de mortes em acidentes de trânsito no restante do ano (78).

“Durante o feriado, há um aumento considerável nos acidentes, porque as pessoas viajam despreparadas, às vezes, de última hora, não fazem a revisão do carro e ainda tem o fator pressa, o desrespeito aos limites de velocidade”, disse o diretor presidente da Líder Seguradora, que administra o Dpvat, Ricardo Xavier.

De acordo com dados do Dpvat, entre 2006 e 2011, foram pagas 14.892 indenizações a pedestres, motoristas e passageiros que sofreram acidentes nos quatro dias do feriado da Semana Santa. Dessas indenizações, 2.882 foram pagas a beneficiários daqueles que perderam a vida em acidentes de trânsito no período.

No mesmo período de seis anos, levando em consideração apenas os sinistros registrados nos quatro dias da Semana Santa, 6.384 pessoas receberam o seguro por invalidez permanente decorrente de acidentes de trânsito. Também foram registradas 5,6 mil ocorrências menos graves, que demandaram apenas o reembolso de despesas médicas e hospitalares. Mas esses números devem subir porque a lei prevê um prazo de três anos, a partir da data do acidente, para que o seguro obrigatório seja solicitado.

O seguro Dpvat, pago obrigatoriamente por todos os donos de carros, foi criado em 1974 para indenizar vítimas de acidentes de trânsito sem apuração de culpa, seja do motorista, passageiro ou pedestre. Em caso de morte, a indenização está fixada em R$ 13,5 mil. Este também é o limite para casos de invalidez permanente (o valor varia conforme o grau da invalidez). O seguro também reembolsa despesas médicas e hospitalares até o limite de R$ 2,7 mil. Para solicitar o seguro, não é preciso buscar ajuda de intermediários. A própria vítima (ou parente) pode dar entrada no pedido gratuitamente, em qualquer um dos pontos de atendimento do Dpvat em todo o país.

Porém, lembra Ricardo Xavier, o melhor do seguro é não precisar usá-lo. “É importante que o cidadão tenha consciência do perigo dessas viagens [de carro]. O motorista tem que ser cauteloso para proteger a sua família e a dos outros.” 

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