A leishmaniose visceral matou oito vezes mais pessoas do que a dengue nos últimos cinco anos em Mato Grosso do Sul. As duas doenças são endêmicas, ou seja, são doenças permanentes em uma zona geográfica, e também são transmitidas por picada de mosquitos: a dengue por Aedes aegypti e a leishmaniose por flebótomo. Enquanto o registro de óbitos entre 2007 e 2011 por dengue foi de 10 mortes, as casos de leishmaniose visceral (LV) alcançaram a marca de 86 mortes, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde.
Os dados oficiais apontam crescimento de notificações de leishmaniose visceral desde que os casos começaram a ser compilados pela Vigilância em Saúde no Estado, em 2000. Antes desta data, não há dados oficiais de casos por ano, informa a diretora atual da pasta, Bernadete Gomes Lewandowski. “Mesmo assim, a nossa referência histórica de base de dados é de 2000 para cá”, cita.