O projeto original do retorno do Trem do Pantanal, com base em estudos de viabilidade realizados entre 2000 e 2004, previa sua saída de Corumbá, onde, por muitos anos, ficaram parados na estação ferroviária os vagões padronizados sob chuva e sol. A consultoria feita na época ao governo do Estado concluiu ser o trecho mais atrativo e que demandaria maior fluxo de passageiros.
A decisão de iniciar a viagem do trem turístico por Campo Grande, com chegada apenas a Miranda – metade da linha -, frustrou os corumbaenses e também os operadores. Os estudos indicavam que a maioria da população local, até por questões culturais, optaria pela viagem no legendário "passageiro" do que outros meios de transporte, independente de ser a passeio.
Por conta disso, em 2004 foram restauradas as estações de Corumbá e do distrito de Porto Esperança, esta uma das mais antigas, construída em 1912, com recursos do Ministério do Turismo. Contudo, os investimentos previstos para a recuperação da ferrovia, abandonada, não chegaram e o trecho Corumbá-Miranda, um dos mais críticos, acabou preterido da rota do novo Trem do Pantanal.
Leia mais no jornal Correio do Estado