A juiza da Vara Criminal de Ponta Porã, Patrícia Kelling Karloh, suspendeu “até segunda ordem” a entrada de presos provisórios oriundos outras justiças, inclusive da Justiça Federal, sob alegação de que a Unidade Penal Ricardo Brandão está superlotada.
A proibição atende a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que teme risco de rebelião em razão da superlotação. Atualmente, cerca de 400 presos ocupam a unidade, que tem capacidade para atender apenas 102 internos.
A decisão foi tomada depois de o diretor da unidade penal ter comunicado a promotora de Justiça Clarissa Carlotto Torres de que a Delegacia Federal enviaria mais 10 presos para a penitenciária. A remoção só agravaria o trabalho diário, uma vez que a estrutura predial é limitada e o quadro de agentes penitenciários “reduzidíssimo”.
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