Magistrados do Vaticano oficializaram neste sábado (26) a acusação contra o mordomo do Papa em respeito à posse de documentos secretos após vazamentos que geraram polêmica na Santa Sé. A mídia local já havia antecipado que a prisão ocorrida esta semana no caso fora justamente do mordomo, Paolo Gabriele.
O comunicado referente a Gabriele, de 46 anos, diz que uma ampla investigação dirá se ele tinha cúmplices nos vazamentos, que ficaram conhecidos como "Vatileaks". Gabriele continuava diariamente como ajudante de Bento XVI até sua prisão na noite da última quarta-feira (23).
A detenção de uma pessoa no Vaticano foi anunciada na sexta-feira (25) pelo porta-voz da Santa Sé.
"A pessoa foi detida com documentos confidenciais", indicou o padre Federico Lombardi, ao se referir à investigação aberta pelas autoridades internas vaticanas devido ao vazamento de centenas de cartas e documentos reservados ao papa Bento XVI sobre temas polêmicos internos.