A justiça argentina condenou nesta quinta-feira (5) o ex-ditador Jorge Rafael Videla a 50 anos de prisão pelo rapto de bebês como parte de um plano sistemático executado durante o último governo militar na Argentina (1976-1983).
No mesmo julgamento, o ex-ditador Reynaldo Bignone foi sentenciado a 15 anos, anunciou o tribunal. "Condenado o ex-general Jorge Videla a 50 anos de reclusão (...) e o ex-general Reynaldo Bignone a 15 anos", leu a presidente do tribunal, María Roqueta.
Considerado um processo "emblemático", o julgamento começou por uma denúncia das Avós de Praça de Maio por "subtração, retenção, ocultação e substituição de identidade de menores de dez anos" e abrange cerca de 30 casos.
Videla, de 86 anos, foi absolvido em 1990, após ser condenado à prisão perpétua no julgamento nos conselhos de 1983. Voltou a ser detido em 1998, acusado pelo plano dos roubos, que foi levado a julgamento em 28 de fevereiro do ano passado.