Extratos telefônicos com dezenas de ligações dos seis fazendeiros e equipe da Empresa Gaspem de Segurança entre 6 e 7 horas do dia 18 de novembro, momento da invasão do acampamento Guaiviry em Aral Moreira (MS), são algumas das provas que incriminam o grupo, acusado de matar e depois sumir com o cadáver do cacique Nísio Gomes, 59 anos. As informações demonstram que houve comunicação entre os indiciados pela Polícia Federal como mandantes e executores da morte do indígena.
Constam ainda nos extratos, várias ligações entre os próprios fazendeiros neste mesmo horário – momento da invasão indicado em registros policiais: como primeiro boletim de ocorrência feito do episódio, e inquérito da Polícia Federal, mais relatos de testemunhas oculares. Estas, presenciaram a entrada de pistoleiros em uma área onde estavam cerca de 60 índios com o objetivo de despejar o grupo que havia constituído acampamento no início daquele mês em local considerado sagrado e terra de antepassados indígenas. Nísio foi morto por liderar a resistência do grupo.
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