Moradores da região do Inferninho – localizada atrás do Bairro José Abrão, em Campo Grande – fizeram manifestação, nesta manhã, para protestar contra a poeira levantada pelos caminhões de empresas localizadas nas proximidades. A situação começou a ficar crítica com a estiagem e a baixa umidade relativa do ar, que já dura desde o início do mês passado.
Cerca de 100 moradores fecharam a via que dá acesso à pedreira da Votorantim das 6h30min às 8h. O principal pedido dos manifestantes é asfalto na região, mas eles solicitam que, no mínimo, um caminhão pipa passe pelo local e molhe as ruas de terra duas vezes por dia.
Silvinha Paula de Jesus Carvalho alega que o filho, de 2 anos, sofre com problemas respiratórios. Segundo ela, a poeira levantada pelo intenso tráfego de caminhões tem contribuído para a piora da situação da criança. “Pedimos a sensibilidade dessas empresas, pois sofremos com isso. No final do dia, minha cama está cheia de terra, mesmo com as portas e janelas fechadas. Mesmo colocando bacias e toalhas molhadas a poeira que fica no ar incomoda muito”, reclama a moradora.
Para tentar amenizar os problemas, os moradores improvisam usando máscaras respiratórias para filtrar o ar. Outra moradora, Lúcia Rodrigues dos Santos também tem dois filhos, um deles com bronquite e pede providências com urgência. “ Se as empresas não fizerem nada, iremos promover outro protesto, e dessa vez a estrada ficará bloqueada o dia inteiro”, argumenta.
Segundo dados da estação meteorológica da Base Aérea de Campo Grande, a última precipitação registrada na Capital foi no dia 17 de agosto, há quase um mês atrás, e mesmo assim foi apenas 1.2mm, considerado insuficiente. A estiagem já dura mais de 60 dias.

Intenso tráfego de caminhões levanta poeira e prejudica saúde dos moradores
Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado