Nos últimos dois anos, a pedalada no final de tarde pelas ruas de Campo Grande se tornou sagrada – todos os dias grupos organizados, famílias e até solitários saem com suas bikes. E não é por menos, andar de bicicleta na Capital ficou mais fácil e seguro. Com a conclusão da faixa na Avenida Afonso Pena, Campo Grande passará a ter 78,5 quilômetros de ciclovias – apenas três a menos que a megalópóle São Paulo, que tem 81,5 km de ciclofaixas.
Que o cenário favorece a qualidade de vida da população não há dúvida, mas quem tem comemorado a mudança de hábito do campograndense é o comércio, que passou a faturar alto com as bicicletas de performance. Das mais simples e baratas, às turbinadas com valores que se aproximam dos de um carro - de R$ 400 a R$ 45 mil pode chegar o hobby, lazer ou espírito esportivo do ciclista campograndense.
Segundo os comerciantes, tem sido cada vez mais caro o perfil dos que andam de bicicleta e não se tratam de competidores, pois apenas 10% são esportistas profissionais. Nas lojas especializadas, como a Gilmar Bicicletas, cerca de 70% da clientela compra os modelos da marca Specialized, em que a mais barata custa R$ 1.899. “Mas já vendemos até uma de R$ 28 mil”, conta o gerente, Jesus Brenno Elias Batista, que viu saltar 809%, de 22 para 200 unidades por ano, a venda de bikes da marca nos últimos dois anos.
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