“Compaixão para com os coléricos”, dizia o cartaz escrito pelo médico da tropa e pendurado numa árvore. Não adiantou. Em abril de 1867, paraguaios mataram a tiros soldados brasileiros da tropa do Coronel Carlos Camisão e também atearam fogo na macega e na clareira onde a maioria agonizava vítima da doença, na Mata do Cambarecê (“choro de negro”).
Perseguidos durante 35 dias, os soldados andavam a pé, enfrentando fogo, chuva e rios inundados até alcançarem Porto Canuto.
A trágica lembrança foi trazida pelo subcomandante do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro, general de Divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz, durante a 8ª Marcha da Retirada da Laguna.
“Ao abandonar os coléricos em Cambarecê, os soldados caminhavam em silêncio, como se quisessem apagar da memória aquele momento”, disse Santos Cruz.