A Justiça do Trabalho não autorizou que a Viação Serrana, que deixará de operar em Campo Grande depois de 14 anos, em decorrência da mudança na concessão do transporte coletivo, venda 40 ônibus para pagar as rescisões dos 230 funcionários, que serão demitidos com a saída da empresa da Capital. O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Campo Grande estima que a empresa gastará cerca de R$ 3,5 milhões para fazer o “acerto” dos trabalhadores.
Desde 2008, tramita na Justiça ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Serrana por conta de atrasos nos depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A empresa foi condenada a pagar multa diária de R$ 50 mil cumulativa por trabalhador prejudicado caso não regularizasse de imediato a situação.
Hoje, a multa somaria quase R$ 10 milhões, já que o FGTS não foi depositado como deveria ser, de acordo com a assessoria de imprensa do MPT. Para assegurar o pagamento deste montante, a Justiça deferiu o pedido da procuradoria para que os ônibus em nome da Serrana tivessem a alienação restrita. Os veículos, portanto, não podem ser vendidos.
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