Hoje, cerca de 10 mil advogados vão às urnas para escolher o novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS). Com orçamento anual entre R$ 15 milhões e R$ 19 milhões nas mãos, o ocupante do cargo terá de administrar uma das entidades de classe mais influentes no país. O próximo presidente vai gerir 31 subseções, a Caixa de Assistência dos Advogados e a Escola Superior de Advocacia.
Na reta final de campanha, candidatos gastaram a sola do sapato para conquistar votos dos indecisos e, até mesmo, dos que já declararam preferência por uma das três chapas que disputam o comando da entidade.
Nenhum cargo da diretoria da OAB é remunerado, mas advogados que integram as chapas e, principalmente, o presidente da entidade exerce função de prestígio. Com pesquisas bastante divergentes sobre o vencedor, os candidatos acreditam que a disputa será acirrada, por isso, não economizaram no “corpo a corpo”.
Candidatos
Alexandre Bastos, candidato à presidência pela chapa “Renova Ordem”, se dividiu entre a Capital e o interior. “A gente está passando o dia em Campo Grande e vai no final da tarde e a noite para o interior. Nas últimas duas semanas, eu visitei 18 cidades”, comentou.
Nesta última semana, Júlio Cesar Souza Rodrigues, que concorre ao comando da entidade pela chapa “OAB Forte e Presente”, é vice-presidente da entidade e que tem o apoio do atual presidente Leonardo Avelino Duarte, afirma que intensificou as visitas aos escritórios de advocacia. Ao contrário de Bastos, ele concentrou-se em Campo Grande e os outros integrantes da chapa dividiram-se para visitar o interior.
Marco Túlio Garcia, candidato apoiado pelo ex-presidente da OAB e deputado federal, Fabio Trad (PMDB), contou que a última semana foi de encerramento da campanha em várias cidades do Mato Grosso do Sul. Ele afirma que a principal arma usada para conquistar os votos dos colegas de profissão foi a conversa “olho no olho”.
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