Cidades

OPERAÇÃO DURKHEIM

Quadrilha quebrou sigilo telefônico de desembargador de MS e do prefeito de SP

Quadrilha quebrou sigilo telefônico de desembargador de MS e do prefeito de SP

Redação

27/11/2012 - 20h50
Notícia sem imagem

Investigação da Polícia Federal (PF) descobriu que o sigilo telefônico do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e do desembargador Júlio Roberto Siqueira (TJ-MS) foram quebrados por uma quadrilha especializada em violar informações.

Reportagem do Jornal Nacional mostrou que a PF já começou a notificar as 180 vítimas identificadas e que o total de pessoas afetadas pelo esquema pode chegar a 10 mil.

A PF diz que 27 suspeitos de integrar a quadrilha foram presos na “Operação Durkheim”, que foi iniciada na segunda-feira (26). A ação da PF descobriu que outros políticos e desembargadores também tiveram dados pessoais acessados.

A investigação durou quase dois anos. A PF afirma que os criminosos se apresentavam como detetives particulares e agiam em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará, Goiás e no Distrito Federal.

Segundo o inquérito, o chefe do esquema era Itamar Ferreira Damião, atual vice-prefeito eleito da cidade de Nazaré Paulista pelo PSC. Ele é suspeito de usar policiais civis, militares e federais, além de funcionários públicos, empregados de empresas de telefonia e o gerente de um banco para obter informações sigilosas de forma ilegal.

O advogado de Itamar Ferreira Damião disse que o cliente dele não é chefe de nenhuma organização criminosa e que ainda não conseguiu fazer uma análise completa das acusações.

A PF afirma que um extrato bancário vendido pela quadrilha custava R$ 30, enquanto o valor de uma escuta telefônica clandestina podia chegar a R$ 7 mil. A investigação apontou que, em uma das ações, Itamar teria pedido ao comparsa Hélio Cardoso da Silva que quebrasse o sigilo telefônico do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Em um e-mail para Itamar, Hélio fala da dificuldade de conseguir os dados com o funcionário de uma operadora de telefonia. Mas o sigilo foi, de fato, quebrado. "É muito perigoso por se tratar de quem é, pois são monitorados. Ele tirou, mas cobrou caro, e informou que não vai fazer mais."

Segundo a polícia, quadrilha consultou também extratos do imposto de renda do senador Eduardo Braga, líder do governo no senado, do ex-ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Luiz Fernando Salles Rossi.

Os criminosos venderam ainda extratos de clientes de um banco e quebraram o sigilo do celular de uma emissora afiliada de uma rede de TV. A estimativa é de que tenham sido acessados os sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados de mais de dez mil vítimas. Desde segunda, a PF cumpre 87 mandados de busca e apreensão e outros 33 de prisão temporária. Vinte e sete pessoas já estão na cadeia.


Crimes financeiros
Enquanto monitoravam o chefe do grupo, os investigadores descobriram uma segunda quadrilha que praticava crimes financeiros. De acordo com a PF, Itamar e o suspeito de atuar como cúmplice, José Carlos Ayres, agiam como intermediadores de sete grupos de doleiros.

O dinheiro arrecadado com a venda de informações sigilosas e o de outros clientes iam principalmente para 20 contas em Hong Kong, na China, e de lá para diversos países.

Os advogados de Hélio Cardoso da Silva e José Carlos Ayres não foram localizados.

JUSTIÇA

Homem é condenado a 17 anos por tentar incendiar mulher e filha

Além da reclusão, inicialmente em regime fechado, o homem também terá que pagar R$ 12 mil a título de reparação mínima

05/11/2026 08h15

A Justiça acolheram integralmente as teses apresentadas pelo MPMS

A Justiça acolheram integralmente as teses apresentadas pelo MPMS Divulgação / MPMS

Continue Lendo...

Infraestrutura

Pedágio e qualidade do asfalto afastam caminhões da BR-163

Versão dos que trabalham na estrada corrobora com a queda do tráfego na rodovia de MS no último trimestre, como apontado pela Motiva Pantanal

05/11/2026 08h10

Fluxo na BR-163 teve terceira queda no ano, porém, a mais expressiva até aqui e que ocorreu após “tarifaço” nas praças de pedágio

Fluxo na BR-163 teve terceira queda no ano, porém, a mais expressiva até aqui e que ocorreu após “tarifaço” nas praças de pedágio Fotos: Gerson Oliveira

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).