Policiais da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações (Cigcoe) prenderam, ontem (04), três pessoas acusadas de envolvimento no ataque ao pelotão da PM das Moreninhas com uma granada, na semana passada.
Luan Ângelo da Silva Negreiros Martins, de 18 anos, é acusado de lançar o artefato ao prédio da polícia. Segundo o comandante da Cigcoe, major Marcos Paulo, a ordem partiu do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. “Ele tem um irmão que teria uma dívida com outros presos. Ele praticou o crime como forma de quitar esse débito”, explica o major.
Segundo a polícia, a granada foi fornecida por um interno da Colônia Penal Agrícola (Gameleira) para Roberto Félix Acunha Barboza Ferreira, 20 anos, que também foi preso ontem à noite acusado de pilotar a motocicleta no dia do crime. “Ele, inclusive, guardou a granada por três dias na casa dele. Os familiares chegaram a manusear o objeto pensando ser enfeite natalino”, relata o major Marcos Paulo, que afirma já ter a identificação desse interno.
Depois de praticarem o ataque, os dois deixaram a moto com um comparsa, dizendo que fizeram coisa errada e que depois ele ficaria sabendo do que se tratava. No dia seguinte, ao ler as notícias sobre o ocorrido, Luis Felipe Chaves, 20 anos, decidiu se desfazer do veículo. “Ele comprou dois litros de gasolina e ateou fogo na moto em uma estrada próximo à Gameleira”, disse o major da Cigcoe. A moto foi localizada na tarde de ontem pela polícia e foi a peça chave para a localização dos acusados.
Oportunismo
O major Marcos Paulo classifica o ato como oportunismo. Segundo ele, os envolvidos se aproveitaram da situação ocorrida em São Paulo para se 'promoverem'. “Descartamos a hipótese de ligação com o crime organizado. Não há facções criminosas envolvidas, foi um fato isolado”, afirma.
Os acusados foram encaminhados para a delegacia do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Sequestros (Garras), que comanda as investigações.