Auditoria operacional realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE/MS) revela que a rede de monitoramento das águas superficiais de Mato Grosso do Sul está abaixo do ideal apresentando apenas 129 pontos de coletas quando o recomendado pela Agência Nacional de Águas (ANA) é de 357 estações para uma área de 357 mil km² do Estado. Isso significa que o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL), responsável pelo monitoramento, atende a apenas 36% da recomendação da ANA.
O relatório sobre a auditoria, elaborado pelo conselheiro Waldir Neves Barbosa, foi aprovado em sessão da 2ª Câmara do TCE/MS em sessão realizada ontem(11). O relatório foi produzido pela Divisão de Avaliação de Programas da Diretoria Geral de Gestão e Modernização junto ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul no período de 2010 a 2011.
Recomendações
Em seu relatório-voto o conselheiro apresentou nove recomendações ao IMASUL, entre elas a ampliação, em tempo razoável, da rede de monitoramento (RM), com a implantação de pontos de monitoramento em todas as sub-bacias do Estado, atendendo à densidade de cobertura de uma estação para cada 1.000 km², ou seja, 357 estações para 357.124,964 km2.