Três dos indianos acusados de terem participado do estupro coletivo que levou à morte uma universitária de 23 anos, em dezembro, em Nova Déli, acharam advogados para defendê-los. A maior parte dos profissionais indianos se recusou a assumir a defesa deles, que, nesta hipótese, acabaria relegada a defensores públicos.
O crime aconteceu no último dia 16, na capital indiana. A estudante e o namorado, de 28 anos, seguiam para casa num ônibus, após irem ao cinema, quando foram abordados pelos criminosos. Os dois foram espancados, e a garota foi estuprada pelos criminosos e violentada com uma barra de ferro durante 40 minutos. Depois, as duas vítimas foram despidas e jogadas do ônibus em movimento.
No total, seis foram presos acusados de envolvimento no crime. Um deles, porém, afirma ser menor de idade, o que o garantiria um julgamento diferenciado, e está sendo submetidos a exames para comprovar a alegação.
Os acusados foram indiciados por uma série de crimes, incluindo homicídio e estupro, e a acusação promete pedir que sejam condenados à morte.
Ontem, dois advogados -V. K. Anand e Manohar Lal Sharma- se ofereceram para defendê-los, a despeito do repúdio dos colegas.
"Eu entendo os sentimentos das pessoas. Mas não se pode agir com base em sentimentos", disse Anand. "Os acusados têm tanto direito à Justiça quanto a vítima."
Juristas afirmam que a falta de representação legal dos acusados pode, no futuro, fundamentar uma apelação da condenação, qualquer que seja.
Os advogados deverão ser confirmados na próxima audiência sobre o caso, no dia 10.
Também ontem, o comparecimento dos acusados à primeira audiência sobre o processo provocou tumulto, em Nova Déli. Por conta disso, a Justiça determinou que todas as próximas sessões serão a portas fechadas.