A menos de um mês do carnaval, a comunidade carnavalesca de Campo Grande – capitaneada pela Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande (Lienca) – continua em compasso de espera para bater o martelo na realização de várias atividades carnavalescas.
A realização dos pré-carnavais e do lançamento oficial do carnaval 2013 e a eleição de Rei Momo e Rainha dependem do aval, respectivamente, da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul - que arcaria com som, iluminação, segurança e banheiros químicos para os pré-carnavais, e da Fundação Municipal de Cultura, cujo novo presidente, que tomou posse anteontem, ainda não se reuniu com a direção da Lienca para o restante.
Eduardo de Souza Neto, presidente da Lienca, explica que novas datas para os pré-carnavais foram novamente marcadas, a partir de uma reunião realizada na noite de quarta-feira com os dirigentes das escolas. “Como o tempo é curto, decidimos que apenas as escolas do grupo especial participarão, cada uma em sua quadra. Estamos aguardando apenas a autorização da Fundação de Cultura do Estado, responsável pela infra-estrutura nestes locais”.
As datas escolhidas são as seguintes: em 12 de janeiro, apresenta-se a Catedráticos do Samba (no bairro Ana Maria do Couto); dia 18, será a vez da Unidos do Cruzeiro (no Estrela do Sul); dia 19, a Deixa Falar dá o tom no bairro Silvia Regina e, por última, a Escola Vila Carvalho, no bairro de mesmo nome.
No dia 26, como ficou acordado, deve acontecer o lançamento oficial do carnaval da Capital, do qual participarão também as escolas do grupo de acesso. Nesta data também seriam escolhidos o Rei Momo e a Rainha do carnaval. “Como em anos passados, o evento aconteceria na Praça do Rádio, mas precisamos do apoio e autorização da Fundac”, diz Eduardo.
Deixa Falar
Com 350 integrantes na avenida, 50 na bateria, 1 abre-alas, 2 carros alegóricos e 3 tripés, a Escola de Samba Deixa Falar está criando seu carnaval a todo vapor. Este ano o enredo será “Crenças e crendices, os mistérios da fé”.
“O negócio é trabalhar, não podemos deixar esta tradição morrer. Será um carnaval mais difícil, mas estamos reciclando, usando a criatividade”, explica o carnavalesco da escola, Francis Fabian.
Na avenida, a Deixa Falar falará do orgulho de ser afro-descendente, das heranças religiosas e costumes trazidos pelos negros vindos da África. “Quem gosta de carnaval tem que dar as caras”.